Análise Transacional e Responsabilização Organizacional
Por peoplebeingpeople Editorial ·
Em muitas organizações, “responsabilização” é um código discreto para “quem leva a culpa”. A AT oferece outra lente: responsabilização é um acordo Adulto–Adulto sobre resultados, com ambas as partes claras sobre suas responsabilidades.
Primeiro, contratos
Berne insistia em contratos — acordos explícitos e mútuos sobre objetivos. Nas organizações, isso se estende aos níveis administrativo, profissional e psicológico. Quando o nível psicológico é ignorado, as pessoas concordam no papel, mas esperam algo bem diferente por baixo. O trabalho de Julie Hay sobre contratos multipartes é especialmente útil aqui.
Estados do ego na conversa de responsabilização
Um feedback dado a partir de um Pai Crítico negativo tende a convidar respostas da Criança Adaptada: obediência, desculpas ou rebeldia. Abe Wagner mostrou como gestores que permanecem no Adulto — e usam o Pai Nutritivo e Controlador positivos quando adequado — obtêm respostas mais eficazes e menos defensivas.
Evitando o Triângulo Dramático
Falhas de responsabilização costumam seguir o Triângulo Dramático: o líder salva, depois persegue e então se sente vítima. Contratos claros, pedidos diretos e reconhecimento (carícias) pelo esforço e pelo resultado ajudam equipes a sair do triângulo e assumir responsabilidade compartilhada.
Referências
- Wagner, A. (1996). The Transactional Manager. Spiro Press.
- Hay, J. (2009). Transactional Analysis for Trainers (2nd ed.). Sherwood Publishing.
- Stewart, I., & Joines, V. (2012). TA Today: A New Introduction to Transactional Analysis (2nd ed.). Lifespace.
